sexta-feira, 10 de junho de 2011

'QUALQUER GATO VIRA-LATA'


Crítica: A comédia romântica deixa de lado os elementos cômicos da peça "Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa", de Juca de Oliveira, para se concentrar no romance. Talvez não tenha sido uma escolha muito acertada.
Falta à obra de Tomás Portella e dos quatro roteiristas do filme um pouco de humor para animar o triângulo amoroso entre Tati (Cleo Pires), Conrado (Malvino Salvador) e Marcelo (Dudu Azevedo). A personagem feminina, Tati, começa histérica, irritada e irritante e, aos poucos, pelas mãos de Conrado, vai se transformando. É uma transformação óbvia, e, ao mesmo tempo, curiosa. A independência financeira da personagem nunca é ponto em evidência. É quase retrógrado pensar isso: mas ela só está feliz quando tem um namorado, independentemente de quem seja. Isso, bem se sabe, é uma das leis da comédia romântica.
O filme só decola mesmo na reta final, quando se transforma numa comédia de erros, numa cena num restaurante. Mas, nesse clímax, é tarde demais, porque tudo o que se viu até então foi bastante insosso. Nem os créditos finais, com os erros de gravação, conseguem empolgar.(Alysson Oliveira, do Cineweb)
Fonte:g1.com